Faça sua empresa acontecer no Facebook

Fonte: IDG Now!
Por Tony Bradley, da PC World/EUA

Meio bilhão de pessoas não podem ser ignoradas, muito menos nos negócios. Ter uma página na maior rede social do mundo é um começo.

Sua empresa não pode ficar de fora do Facebook. A rede social tem agora mais de meio bilhão de usuários – e isso apesar das brigas motivadas por questões de privacidade e de uma pesquisa recente que sugere que a satisfação do consumidor, no site, é decepcionante. Eis algumas dicas para quem deseja trazer à sua empresa uma audiência de meio bilhão de clientes em potencial.

1:: Monte sua página
O primeiro passo é montar uma página. Elas já foram conhecidas como Página de Fãs, e aqueles que a seguiam tinham de escolher ser um “fã”. Mas o Facebook mudou seu nome simplesmente para Páginas, e os membros podem agora apenas “gostar” da página em vez de se declararem “fãs”.

Foi uma boa medida. Tornar-se fã de um produto ou serviço intimidava alguns usuários, que viam na ação um comprometimento exagerado em se tratando de empresas. No entanto, a maioria dos usuários não tem nada contra compartilhar os produtos e serviços de que gosta.

Esses passos podem mudar, mas por enquanto você pode encontrar Ads e Pages clicando no link “More” em algum lugar no meio do painel esquerdo presente na página principal (Home) do Facebook. Quando o painel for expandido, clique em “Ads and Pages” e, depois, em “+ Create Page”.

Você pode criar uma página no Facebook para uma empresa, marca ou produto específicos oferecidos por seu negócio. Você também pode montar uma página para um artista, banda ou personalidade pública, ou usar a página para promover uma causa.

Escolha o tipo de página que quer criar, e dê a ela um nome. Marque a caixa indicando que você tem autoridade para representar a pessoa, negócio, marca ou produto para o qual está criando a página. Clique em “Create Official Page” – você acaba de marcar presença no Facebook.

Com a página criada, você vai precisar configurá-la e personalizá-la. Acrescente uma foto ou logotipo, bem como informações básicas sobre o produto, negócio ou marca que quer promover. Nesse ponto, você precisa fazer com que outros usuários do Facebook “gostem” da página e começar a formar uma audiência.

2:: Atraia clientes
A primeira coisa que o Facebook sugere é que você convide todos os seus amigos da rede social para “gostar” de sua página. Não há nada de errado com isso, mas lembre-se de que provavelmente seus amigos já conhecem sua empresa, seus produtos e serviços, e que – pelo menos como uma ferramenta de Marketing e de relações com clientes – há provavelmente pouco valor em ter apenas amigos visitando a página.

Uma das principais vantagens das páginas do Facebook é que elas permitem interagir com membros do Facebook sem que eles precisem se conectar com seu círculo íntimo de amigos. Experimente um ou mais widgets Social Plugins disponíveis no Facebook. Você poderá usá-los no site da empresa ou divulgar, em blog, a existência da página do Facebook.

Você também deveria acrescentar um link para a página do Facebook em sua assinatura padrão de e-mail, e arranjar a publicação cruzada com o Twitter – tanto para promover a existência da página no Facebook como para divulgar conteúdos cruzados que aparecerão ao mesmo tempo no Facebook e no Twitter.

Se tiver verba e quiser apostar numa abordagem mais agressiva, você poderá comprar um anúncio no Facebook para promover a existência da página.

3:: Promova o engajamento
Não há muito sentido no esforço de criar uma página no Facebook e atrair uma audiência se você não se empenha para promover o engajamento dos consumidores. Agora que já construiu uma audiência para sua página no Facebook, você tem de dar a essa audiência uma razão convincente para visitá-la.

As regras para as páginas do Facebook são semelhantes às regras para construir de forma efetiva uma audiência para um blog. Certifique-se que você está adicionando conteúdo regularmente – de preferência, ao menos diariamente. Você precisa fornecer uma razão para a audiência voltar à sua página e ver o que há de novo.

Tão importante quanto a frequência é o conteúdo dos posts. Consumidores querem informação e envolvimento, não ser assediados. Tudo bem citar seus produtos e serviços quando eles forem relevantes, mas não use o Facebook simplesmente como uma plataforma de divulgação.

Você pode publicar notícias ou histórias relacionadas a seu negócio e fornecer comentários e insights únicos. Você também pode usar a página no Facebook para fornecer dicas, truques ou conteúdo informativo. Em vez de simplesmente falar para a audiência, tente incitar comentários e feedbacks dos membros, para cultivar um sentimento de comunidade entre os consumidores.

O Facebook representa uma enorme oportunidade de divulgar sua empresa e promover seus produtos e serviços. Tenha a certeza de tirar proveito dessa imensa massa de audiência que o Facebook tem a oferecer.

* Matéria originalmente publicada no IDG Now!, em 23.07.2010

Futuro da propaganda está na simplicidade

A revolução digital mudou a forma como as informações são absorvidas. Por isso, contar boas histórias nunca foi tão importante como agora

Fonte: Estadão
Por Marili Ribeiro

Na semana passada, o miniblog Twitter anunciou que atingiu a marca de 15 bilhões de mensagens emitidas. A rede social Facebook chegou, há algumas semanas, aos 500 milhões de usuários. As estatísticas só refletem uma mudança na forma com as pessoas absorvem informações.

Apesar dessa revolução digital, no mundo real os consumidores continuam com suas rotinas e tarefas comuns. Casar essas realidades tem sido a preocupação dos profissionais de publicidade. Contar boas histórias nunca foi tão importante como agora. Durante o Festival Internacional de Publicidade de Cannes, que reuniu há duas semanas a nata mundial do setor, a presença de profissionais do meio não se limitou a torcer por Leões para as suas agências e clientes, e nem à presença em palestras, seminários e workshops.

Nos corredores, o futuro da atividade foi o assunto entre muitos deles. “Há três anos, todas as palestras batiam na tecla da morte dos meios tradicionais de se fazer propaganda, como os comerciais de tevê, que sucumbiriam à era digital”, diz João Livi, diretor de criação da agência Talent. “Entendo que era um discurso necessário. Mudanças de comportamento, porém, não são assim tão rápidas.”

Embora haja um reconhecimento de que comunicação bem-sucedida é a que consegue se esparramar pelos diferentes meios de comunicação, há consenso de que o uso da tecnologia atingiu um patamar até pelo excesso de oferta. “Se não prendermos a atenção do consumidor nos 6.5 segundos iniciais ? independentemente da mídia ?, perdemos a capacidade de vender a marca”, avalia Adilson Xavier, presidente da Giovanni+DraftFCB.

Para Xavier, mais do que nunca, o sucesso da propaganda está na simplicidade da mensagem, mas sem que ela seja simplista, até porque o consumidor ficou mais exigente. Não adianta mais sair anunciando qualidades de um produto se o consumidor pode questioná-las na rede social. Quem trabalha com a ponta da criação não tem dúvidas de que o mundo da comunicação entrou na era da “humanização tecnológica”. Isso significa fazer campanhas sintonizadas com o mundo digital, mas que contem boas histórias.

O festival de Cannes vem apontando esse caminho no seu prêmio máximo, o Titanium & Integrated Lions. Nas últimas edições, as peças premiadas na categoria eram ideias simples e mobilizadoras. Este ano, o Titanium ficou para a rede varejista americana Best Buy. Seu time de vendedores foi para o Twitter responder dúvidas de consumidores. Além de usar o recurso do miniblog, a rede colocou no ar um comercial convencional para divulgar o site da empresa e o endereço no Twitter.

É uma campanha que busca cativar o consumidor com uma prestação de serviço e não apenas bradando que a empresa tem o melhor preço da praça. “O consumidor é quem vai atrás de informação quando quer comprar, porque a era digital lhe conferiu poderes”, diz Barry Wacksman, vice-presidente da agência americana R/GA, uma butique de criação americana que acaba de abrir escritório no Brasil.

* Matéria originalmente publicada no Estadão em 05.07.2010

Classe D é a bola da vez

Depois de todas as atenções voltadas para a classe C, chega a hora da classe D. Com R$ 381 bilhões para gastar em 2010 e expectativa de que a massa de renda ultrapasse a da classe B ainda este ano, é na D que o mercado encontra novos consumidores. Com o perfil de consumo diferente de todas as outras classes sociais, já que não pode arriscar e precisa fazer o orçamento render, as famílias da base da pirâmide aparecem como um desafio para o mercado, mas podem ser uma grande oportunidade para as empresas que conseguirem entendê-las.

Com uma cesta de produtos ainda reduzida, se comparada ao consumo das outras classes, esses consumidores estão em ascensão. O número de categorias consumidas passou de 21, em 2002, para 34, em 2009, segundo o estudo Tendências da Maioria, realizado pelo Datafolha/Data Popular e obtida com exclusividade pelo Mundo do Marketing. Entre os produtos que entraram para a lista de compras recentemente estão suco pronto, massa instantânea, detergente líquido, molho de tomate, creme de cabelo e amaciante de roupa. Esse número tende a crescer e não se limita ao consumo de massa.

Em 2010, estes consumidores pretendem adquirir computador, geladeira, moto, carro e viagens de avião. O segredo para vender para eles está em desvendar as diferenças e características desta classe, que muitas vezes se assemelham às da classe C. Saem na frente as marcas que apoiarem este consumidor no momento em que ele ingressa no mercado de consumo.

“O consumidor de classe D está sendo apresentado agora ao universo das marcas. Aquelas que souberem ensiná-lo que marca não é apenas status, mas que funciona como avalista de qualidade de um produto, tendem a ter a fidelidade desse público”, aponta Renato Meirelles, Sócio-diretor do Data Popular, em entrevista ao Mundo do Marketing.

/Paulo MúmiaVenda deve ser assistida
Marcas que usem embalagem ou material de comunicação para orientar estes consumidores estão no caminho certo. A venda deve ser assistida, o que faz com que o papel do autoserviço seja menor na classe D, que prefere comprar em feira livre, no varejo tradicional ou com um vendedor porta a porta, para que receba explicações sobre a melhor maneira de usar o produto.

As categorias que pretendem conquistar o consumidor da base da pirâmide devem investir em embalagens e quantidades de menor desembolso, que deixem o consumidor seguro para arriscar e experimentar novos produtos. Já aquelas que estão consolidadas e são de presença contínua no dia a dia podem apostar em embalagens tamanho família, que tendem a ser mais econômicas.

Para as marcas de consumo de massa, a classe D é o segmento em que as chances de faturamento são maiores. “É um mercado muito grande, o que para os bens de consumo de massa é fundamental. Tem muito mais gente na classe D do que na A e na B”, conta Meirelles (foto). Atualmente, são 71,3 milhões de pessoas que recebem até três salários mínimos. Até novembro de 2009, 30% da classe D havia migrado para a C, enquanto 55% mantiveram a mesma posição e apenas 15% caiu para a E. “O que a classe C for crescer virá da classe D, eles são os emergentes dos emergentes”, explica Meirelles.

Mulheres respondem por 43% do orçamento
Programas como o Bolsa Família são algum dos responsáveis por impulsionar o consumo entre essas famílias. Outro fator importante é o aumento do salário mínimo. O último reajuste, por exemplo, colocou R$ 27 bilhões na economia. Serviços educacionais, produtos de higiene e beleza e itens de informática são interesses que se destacam por serem vistos como um meio para aumentar o orçamento familiar.

De acordo com a pesquisa do Datafolha/ Data Popular, 25% dos entrevistados pretendem matricular seus filhos em escolas particulares. Atualmente, das 5,5 milhões de crianças de até 14 anos que estudam em colégios privados, 19,1% pertencem à classe D. Já o computador aparece como um dos principais bens a serem consumidos este ano, com 33% das intenções de compras. A beleza também é vista como um investimento para se destacar no mercado de trabalho.

Isso inclui as mulheres, que já chefiam 32% das famílias de classe D e respondem por 43% do total de rendimento. “A beleza é importante, pois elas tendem a ganhar mais dinheiro quando se apresentam melhor. A busca pela vaidade está relacionada ao resgate da autoestima, mas também é um investimento para se dar melhor no mercado de trabalho”, explica o Sócio-diretor do Data Popular.

Investir na classe D pensando no futuro
Na hora de se comunicar com este consumidor, a televisão ainda é o principal canal, mas não se pode negar o crescimento da penetração da internet neste grupo. “Este consumidor ainda é medroso para a compra on-line e o cartão de crédito é algo recente, mas a internet como fonte de pesquisa de preço já é um fato”, acredita Meirelles.

Com a consolidação da classe C e a ascensão da D, encontrar a forma ideal para se comunicar com este consumidor é o caminho para o sucesso das marcas que toparem o desafio. “Quem foi pioneiro olhando para a classe C olhe para a classe D. Eles são mais jovens e farão parte do mercado consumidor por mais tempo. Investir no futuro é investir na classe D, seja porque ela migrará para a classe C, ou porque tem mais a conquistar, já que a cesta de produtos é menor. As marcas que entenderem essa oportunidade têm grande chance de serem líderes de mercado no futuro”, aconselha do Sócio-diretor do Data Popular.

Dez tendências da classe C

Por Regiane Bochichi (via UoD)

Ontem, estive em uma apresentação informal da pesquisa do DataPopular sobre a baixa renda. Liderada por Renato Meirelles que estuda esse target desde 2001 e ainda tem uma parceria com o DataFolha que já faz mais de 100 mil entrevistas em 180 cidades, foi possível conhecer quais são as 10 tendências da classe C traçadas por meio de drivers do futuro e pistas comportamentais . E é bom ficar de olhos bem abertos, pois essa turma – que ganha menos de 10 salários mínimos – representa 90% da população brasileira, é responsável por 79% do consumo, atinge 69% do mercado de cartões de créditos, são 86% dos total de internautas no Brasil e movimentam mais de 760 bilhões por ano. “São milhões de consumidores com bolso de classse média e cabeça de baixa renda”, segundo Meirelles. Ficou interessado? Então, vamos lá:

1. Consumo de inclusão: todos querem comprar, mas o alvo é a qualidade e não o status. Aqui vale a abundância e não a exclusividade como na classe A
2. Acesso e qualidade: valoriza o dinheiro. Uma compra é um investimento. Portanto, a margem de erro deve ser pequena. Não dá para testar um produto e depois não gostar e ter que usar até acabar.
3. Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo pois fazem compras a pé e se não tiverem dinheiro sempre pode apelar para o mercadinho que vende fiado.
4. Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos, atendimento. E o melhor, uma vez conquistados, se mantêm fiéis.
5. Tecnologia, família e invstimento: o computador ocupa o lugar na sala que antes era só da TV. Representa uma forma maior de conhecimento, entretenimento e lazer.
6. Educação e cultura: caminho para a ascensão social. Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.
7. Juventude geração C: esse é o nosso futuro. Seremos um Brasil com a cara dos jovens da atual classe C. Esse jovem tem voz ativa dentro da família. 68% deles estudou mais que os pais e são super pé-no-chão. Não acreditam em horóscopo, alma gêmea, ET de Varginha. Não tem tempo para pensar nessas “bobagens”.
8. Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.
9. Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão. 89% afirmam que os cuidados pessoais a fazem se sentir melhores. (ver reportagem abaixo)
10. Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chega primeiro aqui.