A culpa é nossa


“Há quem passe pelo bosque e só veja a lenha para a fogueira”
Tolstoi

Um fim de semana maravilhoso pra você!!! Segue uma mensagem das boas…
Beijos
Rodrigo de Oliveira

A culpa é nossa

* de Luiz Carlos Prates

Vou-lhe fazer uma proposta, leitora. Claro, ao leitor também.

Pegue uma caneta e uma folha de papel. Sim, dou tempo, pode ir lá dentro buscar a caneta e o papel. O exercício que vamos fazer não é novo, aliás, parece que a primeira vez que esse exercício foi proposto partiu de Adão a Eva…

Mas antes do exercício, devo dizer que ontem, enquanto caminhava, pensei muito na vida, nessa roda-gigante louca, inútil e sacrificiosa que atende pelo nome de vida. No caso dos homens, não sei bem das mulheres, no caso dos homens a vida é o trabalho, por onde andamos, o que fizemos, o que fazemos, o que ainda queremos fazer, essas coisas.

Quando o homem não se sente bem no trabalho o céu lhe fica pesado, carregado… Nada lhe pode compensar. O sujeito pode estar casado com a Miss Mundo mas se não estiver contente com o que faz, será um infeliz.

Bom, mas como disse, ontem pensei muito na vida, na vida profissional. E de novo, dei-me conta de que todos os problemas que tive no trabalho, todas as encrencas por que passei, todos os atritos que me envolveram, tudo, tudo mesmo, sempre foi de minha responsabilidade. Jamais fui punido ou perdi alguma escala sem que a culpa fosse minha, sempre foi. E por estranho que pareça, leitora, isso traz paz à alma. O que não traz paz é pensar que os outros são os culpados pelas nossas sinas. Ainda que pareçam ser, nós deixamos a porta aberta para eles…

Bom, mas a proposta que eu lhe quero fazer é fácil. Pegue a caneta, você já deve ter ido buscá-la, divida a folha de papel ao meio e escreva na direita tudo o que de bom você conseguiu na vida. E no lado esquerdo, e é isto o que mais importa agora, escreva as suas encrencas de hoje, seus problemas. Faça isso e seja honesta, honesto consigo mesmo. Vais ver que tudo começou ou teve sua participação direta. É sempre assim.

Nós somos os autores da novela da nossa vida. Ah, é brega essa frase? E por acaso não é brega nascer? Não é brega viver se queixando do governo, do patrão, das origens de família, da pobreza, de tudo… não é isso, por acaso, uma baita breguice?

Assumir que somos os patrões do nosso destino pode doer, mas é o único remédio que nos pode conduzir à saúde moral. Culpar os outros é fácil; é, aliás, a poltrona dos pífios, dos frouxos da vida.

Ah, e antes que esqueça, eu disse que o trabalho é tudo para os homens, mas devo dizer que também deve sê-lo para as mulheres de hoje. Se ficarem esperando ou acreditando no Papai Noel do casamento vão se dar muito mal. E vão culpar o cara…

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