Oportunidades

” As oportunidades são como o nascer do sol, se você esperar demais, vai perdê-las. ”
William Arthur Ward

Vou perder tempo | Luiz Carlos Prates
Sobre o meu colo, uma página de jornal com uma manchete efervescente. E diante dos olhos uma cena de novela na tela da tevê. A manchete completa a cena da novela, a cena da novela bate de frente com a manchete do jornal. Explico. A tal manchete diz que Investir na mulher dá maior retorno… E logo abaixo, lê-se: Estudos apontam que transformação social cresce com mais escolaridade para meninas. Mais escolaridades para quê? Para que muitas delas, maioria mesmo, percam tempo e joguem tudo fora diante da primeira proposta de casamento? É isso?

A manchete diz a verdade, só que essa verdade não é correspondida pela maioria das meninas educadas de maneira frívola, pensando o tempo todo no casamento, na masmorra da tutela masculina. A notícia do jornal, insisto, é boa, diz a verdade, meninas instruídas e qualificadas para o trabalho serão cidadãs livres, sabendo onde têm a ponta do nariz. Mas essas meninas, mais tarde adultas, são poucas, raras, raríssimas. A maioria larga tudo, vende os móveis da casa, entrega as roupas do corpo para ajudar o “namorido”, amante, o que for, para que ele consiga o seu MBA, o seu doutorado fajuto e depois ela venha a ganhar um inesquecível chute… Ouviste bem, guria? Te antena, não sejas boba, não andes no rebanho das tontas, das frívolas, das que suspiram em desfilezinhos de moda, nas beiras de praia ou nas baladas das otárias da noite. Cresce, guria, emancipa-te, não jogues tua vida fora.

A tal cena de novela de que falei é da novela Negócio da China, que acaba hoje. Durante toda a novela, a personagem da atriz Natália do Vale era uma médica, a Júlia. Essa Júlia passou por todos os capítulos jurando amor à medicina, adorando seu trabalho, dele não abrindo mão por nada. Até que lhe surgiu na vida um namorado, um advogado folgadão que queria gozar a vida. O sujeito convidava Júlia para passeios, para isso, para aquilo e ela mais das vezes estava ocupada com seus pacientes. Adorava sua missão de médica. O cara tanto insistiu que ela devia viver a vida que… ah, claro, leitora, Júlia desistiu da medicina para ficar com o bermudão.

Eu sei, é novela, mas a novela é consuetudinária, resume os costumes, resulta dos hábitos cotidianos. Vim até aqui para dizer que a educação das meninas, futuras mulheres, está gravemente errada. Começa nas frivolidades, nas roupinhas cor-de-rosa (detestáveis) e termina nas lágrimas, nos fracassos pessoais que a maioria dos namoros e casamentos provocam. E aí? E aí que perdi o meu tempo.

Uma agradável sexta-feira e um fim de semana repleto de vitórias a você!
Beijos
Rodrigo de Oliveira

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