Refletindo um pouco

“Há os que se queixam do vento. Os que esperam que ele mude. E os que procuram ajustar as velas” Qual destes você se encaixa?
William G Ward

Tenha um agradável dia!

Beijos

Rodrigo de Oliveira

A vingança do corpo | Luiz Carlos Prates
O colega chega, para, e me pergunta:

— Sabes o fulano?

— Sim.

— Morreu.

— Morreu? Mas como, do quê?

— Coração.

O tal fulano era nosso conhecido de Porto Alegre. Caiu fulminado por um infarto. Idade: 44 anos.

Agora é isso, jovens andam tropeçando fulminados pelo coração ou por outras doenças da modernidade. Sim, da modernidade. Estou com uma manchete da Folha à minha frente e ela diz, sem pejos:

Poluição quadruplica risco de morte

Mais embaixo, lê-se:

Em razão da poluição do ar, risco de morrer de doença cardiorrespiratória é de 10,9%; sem as emissões veiculares, cairia a 2,4%.

Emissões veiculares são os gases expelidos pelos automóveis, caminhões, ônibus e, mais que tudo, das motos. Cada moto polui o equivalente a 10 automóveis, sabias disso? Verdade. Verdade provada.

Além dessas doenças da “modernidade”, da sujeira das cidades, temos as doenças da moderna civilização. As doenças, digamos, da infelicidade, são tantas e são muitas, e o chefe de todas elas é o câncer…

Agora veja esta outra notícia e me diga se as pessoas não vão mesmo enlouquecer, adoecer e ver explodir-lhes o coração:

Motoristas de São Paulo madrugam atrás de vaga para estacionar

E no texto menor, lê-se:

A falta de vagas e o preço alto dos estacionamentos levam milhares de motoristas de São Paulo a chegar duas ou três horas antes do expediente para conseguir estacionar na rua.

São ou não são estertores de Juízo Final? Claro que é preciso dizer que essas corujas madrugadoras do estacionamento são pobres, miseráveis, caras que andam de carro, mas não têm dinheiro para estacionamento. Daí que levantam em horário de padeiros para poder estacionar na rua e de graça.

—Ah, Prates, mas isso é lá em São Paulo…

Sim, nesse caso, sim, mas as loucuras andam por aqui, andam por todos os shoppings… a loucura do consumo, das aparências vazias, das incompetências no trabalho etc.

Não é só isso, é claro. As pessoas andam comendo mal, quanto mais dinheiro no bolso, pior. Comida além da conta, bebida que intoxica, isso quando não há drogas na vida das pessoas, e por drogas entendamos drogas mesmo ou ansiolíticos, soníferos, antiácidos, antidepressivos, e todos os demais medicamentos das neuroses, das inquietações e das infelicidades.

Como não cair de bruços na calçada, fulminado pelo pobre e maltratado coração? A eterna luta entre o Bem e o Mal, hoje, se expressa entre o Ser e o Ter. Pobre do Ser. Está levando uma sova desvairada. Mas o corpo, no silêncio de sua inteligência, vinga-se…

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