Quero e Não Posso

” Aprenda como se você fosse viver por muitos anos, Viva como se você fosse morrer amanhã.”
Autor Desconhecido

Mais uma reflexão das boas…
Um Maravilhoso Fim de Semana!!!
Beijos
Rodrigo de Oliveira

· Quero e não posso
lU Luiz Carlos Prates
Comprei três jornais. O moço da banca perguntou se eu queria que ele os pusesse numa sacolinha. Quis. Ele pôs os três jornais dentro de uma sacolinha de plástico onde se lia Diário Catarinense. Saí com um leve sentimento de importância. Ah, preciso dizer que comprei os três jornais por desespero. Sim, desespero, o desespero que vivem, não raro, os que precisam escrever, falar, comentar, fazer palestras, essas coisas. Afinal, de onde vamos tirar a matéria-prima dos assuntos?

Ainda que façamos filosofia do que é lido, essa filosofia precisa estar assentada sobre um caso, uma verdade, um fato. Em casa fui buscar a tesoura, a caneta e o bloco de sempre, para recortar, anotar e não esquecer dos significativos das leituras. Bah, que decepção, não achei nada que valesse a pena, as notícias são as mesmas, dia após dia, mudam-se os nomes, os endereços, os locais e não muito mais, tudo igual. Não podia desistir. Fui aos meus blocos de anotações de ideias, pensamentos, frases, e abri uma das minhas caixas de sapato, cheia de recortes, e nada. Nada que me entusiasmasse, quero dizer.

De repente, viro a página de uma caderneta deste tamanhinho e lá estava: “Você pode começar uma nova vida agora mesmo”. Parei ali. Imaginei que quando eu achei essa frase interessante, tão interessante ao ponto de anotá-la, eu não devia me estar sentido bem. Por que razão eu anotaria aquela frase? Pois que seja, posso – e você também – começar uma vida nova agora mesmo. Sim, mas me diga como? Qualquer um de nós pode levantar agora da cadeira, pode deixar o computador ligado, abandonar o trabalho, deixar o carro no acostamento, pode abandonar tudo, o que for, e pisar a estrada, mãos no bolso, sem olhar para trás, sumir. Como? me diga.

A liberdade para fazer isso eu tenho, você tem, mas me diga como fazer isso sem consequências morais nem arrependimentos? Ah, Prates, para começar uma nova vida não é preciso abandonar tudo o que temos ou fazemos e sair por aí! Ah, é? Como é que se começa uma nova vida? Uma nova, eu disse, não é mudar o corte de cabelo, não é trocar de sapatos e sair por aí, se achando um novo sujeito. Como é que me safo dos meus condicionamentos morais, psicológicos, dos meus medos, das minhas falsas verdades, como é que me livro desse sujeito cheio de encrencas e frustrações? Nesses breves momentos de loucura, no asfalto ou no palco, podemos rasgar a fantasia do aqui e agora e mergulhar no – É isso que eu quero e não posso…

· Falta dizer
Manchete do jornal: “Guerra de ofertas para troca de telefones”. Uma guerra típica dos estultos. Para que outra razão há de servir um telefone além de uma conversa entre pessoas? Mas vá dizer isso aos levianos do consumo. E é disso que os oportunistas vivem: da leviandade dos rebanhos. Depois não se queixem do SPC…

· Doenças
A Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro fez pesquisa sobre embalagens de remédios recolhidas no lixo diário. Dessa coleta saiu um perfil das moléstias em diversos bairros.

Remédios para o estômago, insônia, pressão alta, depressão e ansiedade abundaram. Que novidade! A doença do povo é a silenciosa infelicidade.

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