Nova Doutora, a Cinta

Todas as pesquisas apontam para o mesmo ponto. E todos os que das pesquisas ficam sabendo anuem, sacodem a cabeça em concordância. Ninguém se vê vilão ou responsável. Como dizia Sócrates, palitando os dentes, o inferno são os outros. Depois o Sartre tomou essa frase para ele e entrou na História… As pesquisas de que falo são sobre as razões de tantas depredações, violência e falta de educação de parte de crianças e adolescentes em áreas escolares. Todos dizem que a culpa é dos pais. Não educam, não têm coragem para impor limites, não engrossam a voz na hora das necessárias reprimendas, nada. São pais que se alçam a modernos.

De certa forma, os entendo, quem nada tem por dentro nada pode exigir por fora. Claro que os pais são os primeiros culpados. Mas há outros “primeiros” e de igual sorte culpados ou responsáveis. As escolas. Se as escolas puserem o patife de menor idade para fora da sala de aula no primeiro caso aprontado, tudo vai mudar. Mas aluno virou cliente, e cliente sempre tem razão, não é assim que se diz no comércio? Quando escola vira comércio, salvem-se os professores. Os bons professores, quero dizer. Porque também é verdade, são poucos, raros os professores afeitos à disciplina, sérios, cobradores e nada tolerantes com pivetes.

A revolução ainda tem o que esperar, digo a revolução dos costumes, a volta ao respeito, à hierarquia, à educação. Mas enquanto esses pais que andam por aí, tirando a razão dos bons professores, dizendo que seus filhos, pestes brabas e incorrigíveis, são mal compreendidos, perseguidos ou quejandos, nada vai mudar. Não vamos longe, dia destes num programa da Globo uma juíza pedia que um meliante de menor idade prometesse que não ia mais aprontar – Promete, promete que tu não vais mais fazer o que tu fizeste, promete! E o pivete – Prometo.

Com cenas desse tipo, o que é que se pode esperar de melhor na sociedade? As pesquisas dizem que a culpa de todas as bandidagens de crianças e adolescentes é dos pais, certo? E é. Mas que não se alivie a crítica às escolas. Colégio que protege pequenos ordinários em nome do pais deles, do “conceito” dos pais na cidade, não vale nada. O respeito e o “medo”, sim, o medo, têm que voltar à sala de aula. Medo, eu disse.

Os pivetes, e serão pivetes até provar que não são, precisam voltar a ter medo. Se em casa fazem o que querem, têm que aprender que na escola vão entrar nos eixos. E eu sei como, na minha escola a chefia do Depto. de Psicopedagia chama-se Dra. Cinta…

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